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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pachulia compra o piso dos Bucks



Zaza Pachulia tinha o sonho de conseguir transportar o piso do pavilhão dos Milwaukee Bucks para a sua terra natal na Geórgia. "A sério, eu pensava que ia ser mais fácil." disse o poste dos Bucks. Mas não foi!

Há um ano Zaza teve a ideia de comprar e tentar transportar o piso do Bradley Center visto que este ia ser vendido e trocado. Pareceu-lhe ser um gesto bonito, capaz de levar os novos praticantes da modalidade da sua terra natal à loucura assim que soubessem da novidade.

"Depois de verem aquele piso, e verem algo que era mesmo da NBA, a motivação para um miúdo ia ser enorme." disse Zaza.

Pachulia tem noção do que um simples gesto pode influenciar na vida de um miúdo. Há cerca de 15 anos, Zaza estava a treinar com a seleção de Sub-16 quando entrou no pavilhão Vladimir Stephania, o primeiro jogador georgiano a jogar na NBA. Stephania foi ter com Zaza no final do treino e disse-lhe que ele era bom jogador que só precisava de se concentrar nos movimentos de poste, trabalho de pés e afins.

"Eu nem dormi nessa noite." confessou Pachulia.

Pachulia passa algum tempo das férias em clinics em Tiblisi, onde também ele cresceu a jogar e numa dessas idas a casa reparou na deterioração do piso dos pavilhões. Foi aí que pensou que era capaz de, agora ele, influenciar a nova geração através de alguma inspiração, trazendo o piso dos Milwwaukee Bucks.

Quando tudo estava pronto para ser assinado, Pachulia começou a ouvir rumores de que a equipa ia ser vendida. O Senador Herb Kohl, dono dos Bucks estava à procura de comprador. As coisas complicaram-se porque vendedor algum quer um pavilhão sem piso. E o sonho de Pachulia ficou em Stand-By.

Em Abril, Wesley Edens e Marc Lasry chegaram-se à frente com 500 Milhões de dólares, e passado um mês a liga aprovava a compra.

A nova direcção decidiu manter o piso antigo pelo menos por mais uma época e Pachulia nada podia argumentar. "Eles tinham tanta papelada para tratar, tanta burocracia. A nossa equipa técnica de repente também tinha mudado. Muita coisa aconteceu. Só me restava ser paciente, esperar e ser profissional. O piso não era prioridade.", admitiu o georgiano.

No entretanto Pachulia contactava com as autoridades competentes do seu país e procurava mais do que um candidato para a recepção do novo piso. Eram 267 peças, que depois de desencaixadas iam ser transportadas num contentor, enviado por via marítima para atravessar meio mundo. "Pode custar um bom par de dólares" disse Zaza. "E a travessia vai ser feita entre Maio e Junho, quando já não estivermos nos Playoff".

Pachulia, confessa que durante o processo recebeu um telefonema de Goran Dragic, jogador dos Phoenix Suns, de nacionalidade eslovena. Ao saber da ideia, Dragic queria fazer o mesmo e queria saber como devia fazer.

Todo este imbróglio continua um sonho do Zaza por realizar, embora legalemente o piso já seja dele. Literalmente, Pachulia é dono do chão que pisa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O luxo em receber menos do que mais



O contracto recém assinado por K. J. McDaniels pelos Philadelphia 76ers torna oficial: Terminou o Verão mais estranho da NBA no que a contractos assinados diz respeito. A NBA está cada vez mais técnica, e um contracto assinado pode não ser sinónimo de minutos em campo, tal como um contracto de 4 anos, pode no fundo significar apenas 2, confuso?

Vejamos Josh Huestis, uma promessa que corria o risco de nem ser seleccionado no Draft, conseguiu no entanto que os Oklahoma City Thunder o escolhessem na 29ª posição. Ofereceram-lhe o contracto no valor de 1.5 Milhões de dólares, o qual rejeitou, preferindo em vez disso assinar pela D-League por uns "míseros" 25.000 dólares!

O mais mediático Alonzo Gee, pertenceu a 5 equipas diferentes desde Julho. O seu contrato de 3 Milhões-não-protegidos (Ou seja, a equipa não tem vinculo obrigatório com o jogador) tornaram somente o jogador numa valiosa moeda de troca. Os 3 Milhões-não-protegidos do contracto dizem-nos duas coisas: a equipa em questão não o vê como um jogador/activo. Vê-o sim como 3 Milhões, e esse é um bom valor para moeda de troca num futuro negócio.

Esta semana o tal McDaniels, que foi a 32ª escolha do Draft deste ano, tomou a estranha decisão de recusar um contracto de 4 anos em detrimento de um contrato de 1 ano com 0 dólares protegido (isto é, a equipa não tem obrigatoriedade de o manter e/ou pagar. É dispensável a qualquer momento). Basicamente, trocou o certo pelo incerto.

Eu sei que este assunto não é tão atractivo como o basquetebol jogado, afundanços e etc, mas esta é a NBA dos tempos que correm onde os jogadores são Bens das equipas, e Moedas de Troca, e o simples facto de estarem nas fileiras de uma ou outra equipa não significa que contem para as contas... pelo menos para as do treinador, porque o General Manager tem outras contas em perspectiva.

Sam Hinkie - Sixers GM
Os Sixers ofereceram um contracto de 4 anos ao K. J. McDaniels. Por sinal, é o máximo possível pelas regras da NBA a um rookie escolhido na 2ª ronda do Draft. Nos primeiros 2 anos ele tinha garantido um salário acima do nível mínimo que pode ser oferecido a um rookie. E nos últimos 2 anos não garantiam qualquer tipo de valor. Ou seja, podiam continuar vinculados ou não.

Este contracto faz-vos lembrar o de alguém? Faz! O do Chandler Parsons, ao serviço dos Houston Rockets, era exactamente igual. E o tiro saiu pela culatra à equipa texana. Como não havia qualquer obrigatoriedade nos últimos 2 anos, Parsons, saiu, livre, para os Dallas. E os Rockets a chuchar no dedo.

Parece absurdo mas nem é tanto assim. As equipas oferecem este tipo de contractos nos dias que correm para não sobrecarregar o tecto salarial (Cap Space) das mesmas. O contracto oferecido a Parsons por apenas 2 anos, logo por valores inferiores caso tivesse sido um contracto de 4 anos totalmente com vinculo obrigatório, não permitiria aos Rockets terem por exemplo Jeremy Lin, Dwight Howard e Harden na mesma equipa. É uma ginástica salarial à qual todos se têm que se adaptar.

Mas os Sixers e os Rockets têm mais em comum do que este contracto. O homem que o assinou ambos é o mesmo: Sam Hinkie. Era o General Manager dos Rockets aquando da chegada de Parsons à liga, e é o GM dos Sixers, agora que recebem o McDaniels.

Então mas mesmo depois de se ter apercebido que cometeu um o erro com o Chandler Parsons está neste momento a fazer o mesmo? perguntam vocês. A diferença é que numa equipa como os Rockets que querem ser campeões no imediato, não fazia sentido. Para os Sixers que querem ganhar a médio-longo prazo, pode até fazer.

Hinkie exerceu este contrato de possível-moeda-de-troca-no-futuro (chamemos-lhe assim) actualmente com Hollis Thompson, Elliot Williams, Jarvis Varnardo, Brandon Davies e Casper Ware. Caso um destes se venha a tornar num Chandler Parsons, ou seja, se algum se tornar num "craque" em dois anos, os Sixers têm uma boa moeda de troca para aliciar um jogador influente/experiente/etc para juntar ao jovem e talentoso plantel que têm. Isto tudo daqui a 2 ou 3 anos!

Os Pilhadelphia 76ers são a equipa com maior "espaço" no tecto salarial. Cerca de 50 Milhões por preencher. Isto não quer dizer que tenham dinheiro para gastar, têm isso sim, espaço no plantel para integrar um atleta que receba bons milhões, a saber: um Kobe, LeBron, Harden, Durant. Mas os Sixers estão a levar o Tanking (prática de supostamente deixarem-se afundar na tabela classificativa) ao extremo.

Há alguns casos semelhantes aos do McDaniels no passado. O jogador Carl Landry fez o mesmo também em Houston, e também com o Sam Hinkie como GM. Esteve um ano com um contracto mínimo, e assim ocupando pouco Tecto Salarial na equipa, e no final do ano de rookie, renovou por 3 anos/9 Milhões. Lavoy Allen, fez o mesmo nos Sixers. Contracto de 1 ano em 2011, e depois de uma boa exibição nos Playoff, os Sixers renovaram por 2 anos/6 Milhões.

Numa escala completamente diferente, LeBron James acabou de assinar pelos Cleveland Cavaliers por apenas duas épocas. E soou o alarme para o facto de que LeBron ao ter assinado por apenas 2 temporadas pode não estar totalmente de cabeça nos Cavs. E no fundo é só uma Win-Win situation. O LeBron sabe que vai ficar, e deve ter dado a palavra de que fica, mas ao assinar por só 2 anos, liberta Tecto salarial para a chegada de outros jogadores, igualmente bem pagos. Kevin Love, Shawn Marion, Kyrie Irving (este último antevendo renovação).

Os anos nos dirão se os Sixers foram prudentes, até lá vamos tentando ler as implicações das negociações na teia da NBA; quem beneficia e quem perde, neste constante assina não-assina por um ano ou por quatro! 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Europeu mais bem pago de sempre











Não tem havido escassez de europeus nos últimos 15 anos de Draft da NBA mas é, surpreendentemente, uma escolha 23 o que acabará por ser o mais bem pago. O montenegrino Nikola Mirotic vai ser o rookie europeu mais bem pago de sempre.

O futuro jogador dos Chicago Bulls é o rookie europeu com o melhor primeiro contracto da NBA. O facto de ter sido escolhido apenas na 23ª do Draft não fazia antever uma folha salarial tão elevada. Lembramos que o italiano Andrea Bargnani draftado pelos  Toronto na 1ª posição em 2006 ficou-se pelos 4.5 Milhões.

Mirotic vai receber 16 Milhões por 3 anos, o que equivale a 5.3 Milhões por época, tornando o jogador do Velho Continente mais bem pago de sempre na época de estreia. Mirotic terá ainda que pagar uma compensação de 3 Milhões ao Real Madrid.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Reverendo Dooling



O já retirado da NBA como jogador, Keyon Dooling decidiu publicar um livro intitulado "What's Driving You???". Através do excerto tonado público conseguimos ter acesso à perspectiva do jogador, principalmente enquanto jogador dos Celtics, contratado para ser tutor de Rajon Rondo.

Dooling entrou na NBA ao serviço dos Los Angeles Clippers em 2000, passou pelos Heat, Magic, Nets, Bucks e Celtics. Retirou-se, aceitou um cargo de treinador em Boston, mas os joelhos ainda podiam e por isso regressou para jogar mais uma época nos Memphis Grizzlies. E depois sim, retirou-se.

O ponto alto da carreira foi o tempo que passou em Boston. Tal como descreve no livro, Dooling aterrou nos Celtics de Kevin Garnett, Ray Allen, Paul Pierce e Rajon Rondo. Este último havia sido All-Star pela primeira vez na época anterior, e Dooling havia sido contratado para suplente do base. A missão de Dooling fora de campo era ser mentor de Rondo. Foram colocados lado a lado no balneário propositadamente inclusive. Os Celtics não deixavam nada em mãos alheias.

"Eu tinha ouvido tantas histórias sobre o quão difícil era trabalhar com ele [Rondo] e que era difícil falar com ele e assim.", diz Dooling. "Eu nem sabia o que esperar. Ele tinha reputação de ser distante, super esperto, e super emocional - mas, tenho que vos dizer, estas são as características dos grandes homens. Muitos grandes homens odiavam autoridade e odiavam o sistema porque eram apaixonados pelas suas próprias crenças, porque eles anteviam um melhor caminho."

Além de ter caído de para-quedas numa super equipa, Keyon Dooling caiu nas boas graças de Doc Rivers, o treinador. E Dooling precisava de Doc como de pão para a boca. A relação entre ambos foi uma das razões do sucesso dos Boston. Doc sabia que os jogadores não o queriam ouvir a toda a hora. Jogadores experientes como Garnett, Pierce ou Allen, levavam uma década de liga, é desgastante ter um treinador chico-esperto a dizer-lhes a cada minuto o que devem fazer. Rivers sabia isso e para não saturar a imagem usava Dooling. Dooling sabia disso e abraçou o papel.

"Tudo começou a meio da época." confessou Dooling. "Ele [Doc Rivers] começou: Keyon! O Rondo não está connosco esta noite, preciso que o acordes.", ou então, "A cabeça do Paul [Pierce] não está no lugar hoje. Muda-me isso.", ou "Diz ao Kevin para ir lá para baixo, nós precisamos que ele comece a marcar." Ele dizia-me estas coisas e afastava-se. E eu não tinha escolha. Tinha que ir falar com estes futuros Hall of Famers."

"Fui incumbido da responsabilidade de dizer a estes tipos o que tinham de fazer e não sei bem como, mas as coisas funcionavam. Ele [Doc Rivers] sabia que eles não queriam ouvir a voz dele o tempo todo, eu já tinha alguma experiência e alguma capacidade de liderança que me tornava alguém a quem eles fossem ouvir."

Flexin Them
Hoje em dia vemos as pessoas da bancada dos Celtics a fazerem o Flexin e ninguém sabe muito bem de onde veio aquilo. Os tempos dos Celtics são outros hoje em dia, mas tudo começou com Keyon Dooling. "Eu e o Marquis Daniels começamos a fazer uma palhaçada com mãos-acima-mãos-abaixo. Festejamos assim e era uma maneira do banco mostrar aos do campo que estávamos com eles. Mas não era nada de mais. Era só uma coisa que fazíamos. Uma vez no regresso dum jogo, estávamos a ver o video do jogo e o alguém reparou naquilo. "O que é aquilo que estavas a fazer?" e eu respondi: "Sei lá. Estou só a fazer Flexin para eles." e aquilo ficou. Quando demos conta as bancadas já o faziam."




O Reverendo

"Jogo 5 das Meias-Finais da Conferência de Este, estavamos a jogar contra os Pihladelphia 76ers." conta-nos Dooling. "Series empatadas 2-2. Perdíamos ao intervalo por 50-47. O balneário estava em baixo e eu via que olhavam para mim à espera que dissesse algo. E então eu disse."

"Eu preciso de vocês esta noite." começava o discurso do Reverendo Dooling. "Tudo o que tiverem, eu preciso. Ouçam, nós temos um trabalho para fazer. Se o vosso trabalho é estar no banco a apoiar então eu preciso que apoiem. Se o vosso trabalho é defender, então porra, defendam! Se o vosso trabalho é ganhar ressaltos, é bom que comecem a ganhá-los. Eu preciso de vocês! Eu estou convosco. Eu estou metido nisto até à última. Eu corro de cabeça contra uma parede por vossa causa se for preciso. Eu não quero saber de mais nada a não ser esta equipa."

O jogo acabou 101-85, e no final Brandon Bass, colega de quipa de Dooling nos Celtics, deu uma entrevista onde confessou que o segredo para uma vitória tão dilatada foi o sermão do Reverendo Dooling ao intervalo. E assim ficou.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dieta dos Paleo Quilos



Um Verão inteiro a comer fastfood e a descurar uma alimentação regrada já foi o cenário idílico dos atletas de alta competição que integraram a NBA. Há nomes que nos assaltam a memória em segundos, e nomes com vários quilos: Oliver Miller? Shawn Kemp?

LeBron e Carmelo publicaram nos últimos tempos fotos onde é possível ver-mos que ambos perderam peso nesta pré-época. Não estou a falar dum quilo ou dois, mas de peso considerável. Arriscaria dizer aliás que Carmelo Anthony está na sua melhor forma física, pelo menos aparenta.

Dieta Paleo - É o nome deste segredo por detrás das fotos que depois de ter chamado à atenção de toda gente com LeBron e Melo, começa também a ganhar adeptos em Steven Adams, James McAdoo e Metta World Peace, entre outros.

A Dieta Paleo é baixa em carboidratos e sem açúcar. Basicamente, resume-se numa alimentação semelhante à dos nossos antepassados que viviam no paleolítico - carne, frutas, vegetais, nozes, e tudo o que pudessem encontrar vindo da terra.

Todos nós sabemos que tudo o que LeBron James faz ganha uma projecção acima da média. Ele é o melhor General Manager da NBA. Depois de anos de convívio com Ray Allen, LeBron James decidiu juntar-se à Dieta Paleo. E a questão para converter qualquer atleta é muito simples: se tivesses um carro de Formula 1 atestavas com a gasolina mais barata, com misturas e etc? ou atestavas com a Premium melhor do mercado? A comida para um atleta de alta competição funciona da mesma maneira, e a partir do momento em que LeBron assimilou esta ideia, passou de suspeito a convencido.

O treinador e campeão Olimpico de Triatlo, Joel Friel aconselha e incentiva os seus atletas olímpicos a seguirem a Dieta Paleo. "Tem uma vantagem enorme na resistência dos atletas devido à redução do excesso de peso que carregas, logo tornas-te mais rápido."

No entanto Blair O'donnovan represante da Nike Stornger Team and the Head Strengh & Conditioning destaca os malefícios desta dieta. "O LeBron não tem mais do que entre 5 a 7% de gordura no corpo portanto ele não tem massa gorda para perder. E para um jogador que deu um ênfase tão grande ao facto de querer ser dominante a poste baixo, eu acho que a perda de peso só o vai prejudicar a longo prazo."

Ainda O'donnovan, "Esta dieta pode tornar o nosso sistema imunitário mais débil, pode afectar a nossa digestão e os nossos níveis de energia, e isto tudo pode resultar num fraco desempenho em campo."

Posto isto, O'donnovan ressalva que a dieta faz o atleta, e se pensarmos em termos práticos quem tinha mais talento Steve Francis ou Derek Fisher? Acho que a resposta será unânime, mas quem teve uma carreira melhor e mais duradoura? Esta também será unânime. Os maus hábitos de Francis ditam a unanimidade desta última resposta.

O campeão da NBA pelos San Antonio Spurs, Aaron Baynes, é um dos adeptos da Dieta Paleo, "Alterar a minha dieta foi a melhor coisa que fiz para melhor o meu desempenho em campo nos últimos 4 anos."

O aspecto positivo desta onda em torno da dieta do Carmelo e do LeBron é o afastamento da ideia de desleixo e de descontracção que os atletas da NBA transmitiam durante a off-season. Tivesse esta moda chegado mais cedo e os tempos de Vin Baker, Robert Traylor, ou até mesmo Baron Davis tinham sido mais elegantes!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Brooklyn Nets são mais russos do que se esperava


Para além da Crimea os russos estão a conquistar os Brooklyn Nets. Há uma brigada russa que se alastra a todos os sectores dos Nets. Desde a direcção, passando por jogadores e como consequência, os adeptos.

O dono maioritário dos Brooklyn Nets é como todos sabemos Mikhail Prokhorov. O braço direito de Prokhorov, e também ele parte integrante da direcção é Dimitry Razumov. Depois temos Sergey Kushchenko, também ele director dos Nets nas últimas 3 épocas, e agora presidente da VTB basketball league da Russia. Uma das primeiras sugestões de Kushchenko após ter assumido a presidência da liga foi sobre a possível ida dos Brooklyn Nets até à Rússia. Não se sabe a resposta dos Nets, sabe-se que criaram uma versão russa do seu site nos meses seguintes: http://www.nba.com/nets/russian !!!

Em campo para fazer companhia ao conhecido Andrei Kirilenko os Nets contrataram Sergey Karasev. Karasev é o jogador mais novo da equipa russa que conquistou o bronze Olímpico há 2 anos. E assim, pela primeira vez, os Nets têm nas suas fileiras dois jogadores russos na mesma época.

É sobejamente conhecida a presença de uma grande comunidade russa em Brooklyn. Emigrantes de segundas e terceiras gerações aliás. Estará esta comunidade convencida e decidida a apoiar a equipa mais russa da NBA?
Vladimir Putin / Mikhail Prokhorov

Era notório para os adeptos que regularmente se deslocam ao Barclays Center para assistir aos jogos que cada vez mais se fala russo entre os adeptos. Era um dado adquirido que em meia hora de espera na fila de entrada para o pavilhão se iria ouvir falar russo. Os Nets decidiram ir mais longe e levaram a cabo um estudo para apurar se o público alvo (russo-americanos) estava a ser atingido. Vejam o link: http://zipatlas.com/us/ny/brooklyn/zip-code-comparison/percentage-russian-population.htm.

No link é possível visualizar as zonas onde as comunidades russas têm maior expressão. E os Nets conseguiram confirmar que a maioria dos Facebooks likes têm sido clicados a partir das zonas onde habitam mais de 5% de russos.

Os Brooklyn estão cada vez mais russos numa altura em que a América está cada vez menos amiga dos russos. Vejamos até onde vai esta expansão. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

E agora Indiana Pacers?



E agora Paul George? A lesão do PG deixou o mundo do basket a questionar imensas coisas. E nenhuma dessas questões tem que ver com a gravidade da lesão. Essa é grave. É tão grave que podemos não voltar a ver Paul George em campo nos próximos 12 a 18 meses. E como ficam os Indiana Pacers? Essa é uma das questões que se pode fazer.

Sim, as tabelas do malfadado campo de treinos do Texas estão mais próximas da linha final do que as tabelas oficiais da NBA. Foi por causa disso que se lesionou? É compreensível que se foquem atenções e que se procurem culpados numa primeira fase - a da revolta - mas foi azar. "Faz parte do jogo.", tal como disse Damian Lillard, base dos Trail Blazers, companheiro de Paul George na Seleção Americana.

Uma questão importante é, Em que estado ficam os Indiana Pacers? Vão ser reassercidos por terem perdido a sua estrela maior? E as aspirações ao titulo? 

Um ponto está assente: Preparem-se para ver Paul George só lá para Fevereiro de 2016!! Outro ponto assente: a lesão do PG não tem nada que ver com as lesões do Jay Williams ou do Shaun Livingston. Não rompeu ligamentos, nem nada parecido, por isso, ele pode voltar em grande. Volta é 2 anos mais velho, sem ritmo, esperemos que forte psicologicamente.

Os Pacers terminaram a época passada em total descarrilamento depois de uma fase inicial promissora. A equipa que por três anos consecutivos caiu aos pés dos Miami Heat nos Playoff, encarava a próxima época com maior esperança, depois de LeBron James ter abandonado os Heat. A lesão de Paul George altera esta perspectiva drasticamente. O facto de LeBron ter abandonado os Heat, deixou de ser bom para os Pacers, passou a ser mau. 

Os Indiana perderam o seu franchise player, e por muito que nos custe, ficaram uma equipa banal. Os dois jogadores capazes de criar perigo a partir do drible de frente para o cesto desapareceram. Lance Stephenson rumou a Charlotte, e o Paul George.... Agora até o Danny Granger dava jeito.

David West / Roy Hibbert / George Hill / Frank Vogel
O Este está mais forte com LeBron em Cleveland, Derrick Rose de volta aos Chicago Bulls mais Pau Gasol, Wade e Bosh mantêm os Heat competitivos, os Raptors são finalmente uma equipa, os Knicks têm Phil Jackson, e os Pacers parecem ter dado um passo involuntário para trás. 

Os Pacers vão poder usar a cláusula do "Disable Player Exception" e os cap space do Paul George desaparece. A equipa vai poder preencher este espaço, e inclusive o nome de Shawn Marion já anda nas bocas do mundo. Há espaço para ocorrer trocas. 

Tentando prever o que vai na cabeça de Frank Vogel, treinador dos Pacers, é impossível determinar em quem a equipa vai recair para aguentar os 82 jogos. Em George Hill? David West? Roy Hibbert? Vão usar a formula dos Bulls há duas épocas quando se viram sem o MVP Derrick Rose? Mas esses Bulls tinham banco, os Pacers não. Nem um defesa do ano como Noah!

O George Hill desapareceu na época passada quando a equipa mais precisou sendo incapaz de produzir jogo após jogo com mais de 10 pontos. Roy Hibbert teve um ano atípico quando toda a gente antevia o ano de afirmação. O David West tem de facto o respeito e o reconhecimento da equipa e da liga, mas também tem 34 anos e vai ganhar 24.6 Milhões no decurso dos próximos 2 anos. Teríamos coragem para apontar o dedo ao Larry Bird, como presidente, se quisesse implodir a equipa e começar tudo de novo, com caras novas?

Não é expectável que isso aconteça. Não é o estilo dele. A história mostra-nos que nunca no seu ciclo como presidente dos Pacers isso aconteceu. Será agora?

Ou então os colegas de Paul George nos Pacers dão uma excelente reposta este ano e este texto deixou de fazer sentido.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nakase: Ela é a Primeira na NBA



Ainda há diferenças entre ser Ele e Ela. Todos os Verões na Summer League deparamos-nos com caras novas. Concentramos maior atenção nos jogadores, mas em todas as edições da Summer League há caras novas nos bancos. Há novos técnicos. Há técnicos que ainda não são técnicos e que lhes é dado o privilégio de sentar pela primeira vez. Há os treinadores rookies como Jason Kidd na época passada, e Steve Kerr ou Derek Fisher esta época, que têm a sua primeira experiência a liderar jogadores. Há os técnicos de video que conquistam um lugar no banco. Há de tudo um pouco. Este ano havia uma Ela.

Natalie Nakase de Rookie Coach não tem nada. Ela era treinadora adjunta dos Saitama Broncos, equipa masculina que disputa a 1ª Liga Japonesa. E de acordo com os Los Angeles Clippers ela é a actual Assistente Coordenadora de Video, e por isso, é a primeira treinadora adjunta na história da NBA.

Nakase foi parte integrante da equipa técnica de Brendan O'connor nesta Summer League enquanto Doc Rivers, treinador principal dos Clippers, desfrutava das suas merecidas férias.

A nossa protagonista tem no seu currículo basquetebolístico 3 anos a titular na UCLA Bruins (campeonato universitário). E há 2 anos abandonou o seu lugar nos Broncos para abraçar esta oportunidade na NBA.
Natalie Nakase - UCLA Bruins

Treinadores como Erik Spoelstra (Miami Heat), Frank Vogel (Indiana Pacers) e Mike Brown (Ex-Cleveland Cavaliers) também começaram como técnicos de video estagiários. Na primeira época na liga Nakase não recebeu qualquer salário. Na última época, já recebeu qualquer coisa, mas diz-se grata à irmã que a deixou dormir em casa dela sem que cobrar renda. Nakase explica que a experiência de poder editar um video só para explicar a Chris Paul como é possível um base de 1.80m não ser desarmado cada vez que lança, é algo que não tem valor.

Ela tem noção que treinar vai além do desenhar jogadas num quadro e mostrá-las aos jogadores. É preciso saber lidar com diferentes personalidades, é preciso saber agregá-las. Ela tem o apoio de Doc Rivers nesse capitulo e a admiração de Scott Brooks, treinador dos Oklahoma City Thunder. Conheceu-o num Clinic e desde então têm trocado e-mails.

A Mulher tem quase nenhuma expressão no sector técnico da NBA. A primeira pedra foi deixada pela Nancy Liberman-Cline, treinadora na WNBA e da D-League nos Texas Legends, uma equipa filiada com os Dallas Mavericks, liga secundária da NBA, ou seja, basket masculino.

O historial de Natalie Nakase é bastante comum na NBA. Foi assim que alguns dos melhores começaram. Horas e horas de edição de video, até que a oportunidade de sentar no banco surge, na maior parte das vezes através da Summer League. Mas Ela é uma Ela, e nesse caminho é pioneira.

Nesse capitulo não há precedentes. Nakase confessa ter recebido mais reconhecimento durante esta Summer League do que alguma vez. Toda a gente pára, cumprimenta-a e falam um bocado, coisa que nunca acontecia. Agora, será que os Clippers ou alguma outra equipa vão dar-lhe a oportunidade de vir a ser treinadora principal?

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Baixar salário? Absolutamente ridiculo


A Free Agency não tem deixado ninguém indiferente com nomes sonantes a trocarem de equipas. Tomemos como exemplo o maior nome de todos, LeBron James, que deixou Miami por Cleveland. Pois bem, na penumbra desse nomes, e mesmo antes de LeBron ter assinado pelos Cavs, outro jogador com muito menos peso na NBA tinha deixado a equipa da sua terra natal.

O atirador Channing Frye deixou os seus Phoenix Suns para trás e abraçou uns belos 32 Milhões (dólares) por 4 anos ao serviço dos Orlando Magic. A oferta dos Magic é razoável para um atirador, de 2.11m, que obriga os postes adversários a terem que vir cá para fora defende-lo, logo liberta mais espaço para as penetrações dos bases e extremos. Era isso que os Magic queriam. E agora têm.

Para trás ficou a terra natal. Cresceu em Phoenix, estudou na Universidade do Arizona, em 2005 entra para a NBA (Knicks), mas só em 2009 torna o sonho realidade e é contratado pelos Phoenix Suns. 

No Verão de 2012 foi detectada uma anomalia no coração de Channing Frye quando fazia os exames protocolares de inicio de época. Foi obrigado a parar e a sua carreira chegou a estar em risco. Devido à sua paixão pelo jogo aceitou o convite de comentador local dos Phoenix Suns durante o interregno. Mais tarde havia de regressar ao campo, tornando-se um jogador mais influente do que anteriormente. 

Tudo isto torna Channing Frye intimamente ligado aos Phoenix Suns mas quando os Orlando Magic abanaram com um cheque de 32 Milhões, a cabeça decidiu, não o coração.

"A pergunta que eu faço sempre é "aceitavas um desconto pela tua equipa (da cidade natal)?", questionou Frye. "As pessoas que respondem sim são absolutamente ridículas. Vamos dizer que o mercado avalia-te em 10 Milhões e tu aceitas os 5 da casa. No dia seguinte és trocado, e aí pensas "Porra, porquê que não aceitei os 10?".

Frye continua, "Pensem nisso, a nossa carreira é bastante curta. Por que não ir para um outro lugar onde te vão dar valor e podes fazer parte do futuro da equipa? As pessoas dizem-me "Aceita a redução de salário (dos Suns)", Porquê? Eu tenho 31 anos. Porquê que eu faria uma coisa dessas? Eu não estou a pedir 15 Milhões por ano. Eu não sou doido. O mercado é que dita as regras e eu aceitei o melhor negócio."

A verdade é que os Suns não fizeram nenhuma contraproposta, e viu-se obrigado a deixar uns Suns claramente em crescendo para rumar à Florida, nuns Magic em fase de reconstrução. E aquando da pergunta se estava magoado pelos Suns não terem feito uma contraproposta, respondeu:

"Estou. Um bocado. Mas sabem que mais? Eu não tenho que concordar com tudo que eles fazem (Direcção dos Suns), e eu também não sei de tudo que se passa nos bastidores. Eu adoro o pessoal com quem joguei. Eu adoro o Jeff (Hornacek, treinador) e adoro a equipa técnica."

A decisão de Channing Frye é mais do que aceitável. Ele que ganhou 35 Milhões no decurso dos últimos 9 anos, vai agora receber quase o mesmo (32) por 4.

Estamos numa era em que os General Managers olham para estes jogadores "secundários" como bens, como possíveis trocas, como activos, não vejo qual o mal dos jogadores, sejam eles LeBron James ou um Channing Frye, rumarem à cidade natal, ou o inverso, porque lhes é financeiramente mais apelativo. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

GM dos Houston Rockets é a piada



Está fácil de ver quem foi a equipa vencedora desta Free Agency: os Cleveland Cavaliers, embora possam haver opiniões dissonantes, temos que estar de acordo em relação à pior: os Houston Rockets, e o "grande" General Manager, Daryl Morey.

Morey, é o GM dos Rockets há 7 anos. E para os mais desatentos, Morey, é uma espécie de Money Ball Guy mas da NBA. Acredita nas métricas e em estatísticas, e deixa o coração e os instintos de lado. São essas crenças que têm feito dele uma das piadas da liga.

Vejamos esta época: Trocou Omer Asik, por nada! (Eu sei que se foi por nada, não é realmente uma troca, mas é a linguagem da NBA), trocou novamente Jeremy Lin e uma 1st round pick ... por nada, deixou que o Chandler Parsons assinasse com os Mavs, antevendo que ou LeBron James ou Carmelo Anthony ou Chris Bosh fossem assinar pelos Rockets.

Libertou espaço e no fundo, LeBron regressou a casa e assinou pelos Cavs, Carmelo preferiu também ele ficar por casa e reassinar pelos Knicks, e Bosh reassinou pelos Miami Heat.

Posso vos pôr isto de outra maneira: LeBron nem quis ter a reunião com os Rockets, Carmelo nunca incluiu os Rockets no seu Top 3 de hipóteses (Knicks, Bulls e Lakers), e Bosh ... enfim, ficou pelos Heat.


Depois disto Morey, numa política de mal menor, podia ter igualado a proposta de 46Milhões que os Dallas Mavericks haviam feito pelo Chandler Parsons, e este voltaria a ser Rocket. Em vez disso, optou por assinar com um Trevor Ariza de 30 anos. São opções, mas as métricas falham, e as personalidades ainda contam muito.

Voltemos então mais atrás na história. Lembram-se quando os Rockets assinaram com Jeremy Lin em 2012? Em cima da mesa na altura estava Kyle Lowry ou Goran Dragic. Sim, sim, foi ele que preferiu Lin.

Tem sido duro ser fã dos Houston Rockets (Não tanto como dos Wizards, Lakers na época passada, ou dos Bobcats, agr Hornets, se é que têm fãs).

Morey tem mérito nas contratações da super estrela Dwight Howard e por ter sacado James Harden aos Oklahoma. Indubitavelmente. Mas a ideia que paira na liga é a de que, com tantas super estrelas na NBA, Morey conseguiu resgatar aquela com que ninguém quer jogar: o Dwight. As métricas, e as estatísticas contam, mas personalidades, feitios e amuos têm o seu nível de relevância.

Na temporada passada os Rockets destacaram-se como uma das equipas de topo com maior eficácia atacante, com bom ratio de pontos sofridos/marcados, e um 12º lugar (em 30) em eficácia defensiva. Mas parece que nunca houve quem acreditasse muito neles. Existiram sempre aquelas variantes não-palpáveis como: "Este Kevin McHale não é treinador", ou "Dwight e Harden juntos não funcionam", ou "eles não têm um verdadeiro base", ou ainda "com esta defesa não se safam nos Playoff". E não se safaram. Safaram-se os Blazers.

Numa liga como a que presenciamos nos dias que correm em que as estrelas trocam de camisola a cada 2 ou 3 anos, com reajustes a cada 6 meses, Morey ainda pode vir a ser quem ri por último, mas por enquanto, ele é a piada. 

sábado, 12 de julho de 2014

LeBron James decidiu, e agora?



Depois do terramoto que a notícia do regresso a Cleveland de LeBron causou, vem a serenidade. A poeira assenta e passa a ser possível analisar com mais discernimento no que a NBA se vai tornar na próxima(s) temporada.

Os Cavs conseguiram trazer o melhor jogador do planeta para casa e agora os 4 anos em que LeBron esteve fora afinal não parecem assim tão maus. Em 3 dos 4 anos os Cavs conseguiram ficar com a pick n1 do Draft e sacaram Kyrie, Bennett e Wiggins.

O mal amado LeBron James parece ter para sempre o rótulo de traidor, fazendo-se crer que é único jogador que trocou de equipa em busca de títulos, sendo no fundo ele, um entre muitos que fizeram o mesmo.

Charles Barkley fez o mesmo quando se juntou a Olajuwon e Drexler em Houston. Pippen fez o mesmo quando se junta aos mesmos Rockets. Karl Malone e Gary Payton fizeram o mesmo quando se juntaram a Kobe e Shaq nos Lakers. Oscar Roberston (MVP em '64) só ganha o título de campeão quando se junta a Kareem Abdul Jabar nos Milwaukee. etc

Depois vieram as Finais contra Dallas, já ao serviço dos Miami Heat, e LeBron passou a ser o LeChoke. Aquele que não decide no "crunch time", o incapaz de "impor a sua vontade", o King without a ring". E a fama de que nos holofotes do Playoff ele desaparecia ganhou contornos ridículos.

A liga esqueceu-se dos 25 pontos consecutivos contra os Pistons; Esqueceram-se que nos Playoff 2009 teve média de 35.3 pts, 9 ress, 7ass em 14 jogos; Esqueceram-se das médias de 38-8-8 contra Orlando em 2008;

A NBA já não conseguia falar sobre LeBron com discernimento.

De uma forma mais madura, o oposto da decisão em 2011, LeBron decidiu qual seria o seu novo clube, numa carta aberta publicada na Sports Ilustrated. Refere a família, a proximidade à sua fundação e aos amigos como pontos fundamentais da sua decisão. Refere também que nunca lhe passou pela cabeça trocar os Miami Heat por outra equipa que não os Cavs.

Do dia para a noite os Cavs passaram a ser a equipa preferida a ganhar o campeonato.

Após a decisão 2.0, as restantes equipas da NBA seguem caminho, as pedras do dominó começaram a cair. Chris Bosh, ao contrário do que a imprensa americana afiançava, não assinou pelos Rockets. Disse não aos 80M por 4 épocas dos Rockets, e disse sim aos 120M dos Heat por 5 épocas. Ele sim, vai ser a cara dos novos Heat.

Os Heat devem reassinar com Wade, embora este tenha sido sondado pelos Bulls segundo jornais locais de Chicago. E dependendo dos números dos contractos de Wade e Haslem, os Heat ainda podem ir buscar alguém com uma margem de negócio a rondar os 14M. Não dá para um Carmelo Anthony, mas pode dar para um Trevor Ariza, um Luol Deng ou até mesmo um Lance Stephenson! Podem ainda ir atrás de um Center puro, sem LeBron faz mais sentido ter um guarda redes agora.

A nega de Bosh a Houston é péssima para a equipa. Eles que já tinham libertado espaço com a troca de Jeremy Lin e uma pick de primeira ronda para os LA Lakers. E antes disso já tinham enviado Omer Asik para New Orleans. Bosh, teria encaixado na perfeição com Dwight Howard e Harden. Mas Bosh adora o estilo de vida em Miami, e tal como todos nós, é capaz de ter visto um video ou dois da defesa de Harden.

Nas próximas horas (dia e meio) as trocas e contractos terão que ser finalizados e por isso as peças começaram por encaixar. Carmelo, Bulls ou Knicks? Os Lakers ficam com esta equipa de nível D-League ou vão buscar mais alguém depois da recusa de Pau Gasol em reassinar?

Os próprios Cavs ainda vão reajustar o roster e LeBron pode ter peso nas próximas vindas. Fala-se do Mike Miller e/ou Ray Allen. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

LeBron James por fio - Heat ou Cavs



O mundo da NBA está em alvoroço e o culpado é o do costume: LeBron James. O King é Free Agent há 11 dias, e ainda não deu sinais de onde possa vir a jogar na próxima época. As opções mais prováveis são a renovação com os Miami Heat ou o regresso aos Cleveland Cavaliers.

Rich Paul, agente de LeBron James, reuniu-se com mais equipas além dos Heat e Cavs. Phoenix Suns, Dallas Mavericks, Houston Rockets e Los Angeles Lakers todos tiverem o seu tempo de antena com o representante do King.

É sabido que LeBron passou a ser pessoa non-grata em Cleveland quando os deixou na mão em 2011 ao não ter renovado. Como sempre o tempo ajuda a serenar os ânimos, e o facto de existir esta remota hipótese de o King poder voltar ao trono do berço, fez com que passasse de besta a bestial mais uma vez.

Os Cavs não querem dúvidas desta vez e já andam a limpar a casa para que LeBron saiba que as condições estão montadas para que possa lutar por um título em Cleveland. A superestrela Kyrie Irving está mais do que estável após ter renovado contracto; Anderson Varejão, que tem uma relação próxima com LeBron, está decidido que não sairá. A opção número 1 do Draft, Andrew Wiggins, tem um futuro promissor; E por fim, caso LeBron assine, os Cavs vão tentar resgatar Kevin Love, também ele Free Agent.

Por outro lado LeBron sabe que em Miami jogou 4 anos, em todos chegou às Finais, e por duas vezes sagrou-se campeão. Não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera. Não é por terem perdido nas Finais da época passada que é necessário desmantelar a equipa, e seguir cada um o seu caminho. Por cada um entenda-se LeBron, Bosh e Wade.

Contudo, há muita gente dependente da decisão de LeBron. Jogadores, dirigentes, etc. Por exemplo Chris Bosh, colega de equipa de James em Miami, tem neste momento uma oferta em cima da mesa por parte dos Houston Rockets. Mas o mesmo já fez saber que prefere jogar com LeBron, mesmo que isso implique receber menos dinheiro. Não menos dinheiro do que na temporada passada ao serviço dos Miami, mas menos dinheiro que os Rockets lhe possam oferecer.

Seria interessante ver Bosh, Dwight Howard e Harden na mesma equipa.

Outro jogador dependente desta tapalhada toda é Chandler Parsons. Parsons não conhece outra cor na NBA se não a dos Rockets. É Rocket desde 2011 mas no final desta época ficou Free Agent. Os Dallas Mavericks, sabendo do impasse dos Rockets, ofereceram a Parson um contracto de 46M.

Caso os Rockets igualem a proposta dos Mavs, Parsons regressa a Houston, mas como os Rockets estão à espera da decisão de Bosh, que por sua vez está à espera da decisão de James, nada pode ser oferecido a Parsons até que haja decisões!!

Cada uma das equipas envolvidas na decisão de LeBron, seja directa ou indirectamente, tem o futuro indefinido.

LeBron já confirmou que vai estar presente na Final do Campeonato do Mundo no Brasil para assistir ao Argentina x Alemanha. Há o rumor na NBA de que LeBron vai divulgar qual a equipa onde vai jogar nas próximas épocas antes de seguir viagem para a Final.

Resta-nos aguardar. A decisão pode estar por horas. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Free Agency - Pagas tu ou saio eu?



Muito se passou desde a nossa última publicação no #passaecorta. Os Spurs foram campeões após cilindrarem uns Heat apáticos. Ganhou a melhor equipa, e agora baterias apontadas à próxima época. Fica um Draft no retrovisor (o melhor dos últimos 20 anos? tempo dirá) e a Free Agency à nossa frente.

Esta #Free Agency tem as condicionantes todas para ser interessante. Os crónicos Lakers e Celtics em remodelação, reconstrução, e mais coisas que tais. LeBron, Wade, Bosh, Love, Carmelo, entre outros, à solta como jogadores livres à procura da melhor solução, financeira e desportiva. 

Cada caso é um caso no que toca a jogadores, cada equipa tem as suas aspirações e limitações. 

Comecemos pelo inevitável LeBron James. Através de um comunicado do agente, LeBron mostrou-se disponível para a Free Agency, quase 2 semanas antes do inicio da Free Agency - 1 de Julho. A opinião geral é a de que com essa posição, James quis mostrar aos Miami Heat, directamente ao Pat Riley, presidente, que ele quer estar rodeado de uma melhor equipa, e quer, no mínimo, sentir que os Miami estão a lutar por isso. Terem selecionado o Nappier no Draft foi o primeiro passo. 

É notícia hoje que o agente de LeBron James vai-se reunir com os Cleveland Cavaliers. Equipa que o recrutou para a liga em 2003, de onde ele é natural, e também a equipa que ele deixou ficar na mão ao não renovar contracto em 2010.

A reunião pode ficar eternamente por isso mesmo: uma reunião. Mas LeBron está disposto a ouvir o que as outras equipas têm para oferecer. Wade e Bosh, companheiros de LeBron nos Heat, sentem-se por isso, no mesmo direito, e podem também eles, começar a ouvir propostas de outras equipas (se já não estão.) Caso aconteça (ou esteja a acontecer), há uma avalanche em acção e o caso fico escuro para os Heat.

O Carmelo Anthony é um Wild Card. Foi o melhor marcador da época passada, joga pelos New York Knicks, ou seja, num big market, na sua cidade de eleição, onde fez a faculdade. É o rosto dos Knicks. Mas é o rosto de uns Knicks que nem aos Playoff chegaram na época passada.  

É inegável o valor ofensivo de Carmelo, porém o defensivo pode ser questionado. Em 9 épocas na NBA esta é a primeira em que a equipa onde joga não se qualifica para o Playoff. Será Carmelo um George Gervin? (9épocas na NBA ao serviço dos Spurs, 3 vezes melhor marcador da NBA, zero presenças em Finais).

Carmelo é um jogador livre este Verão, mas parece ainda ter um pé e a cabeça nos Knicks. Os Lakers ofereceram-lhe 96 Milhões (dólares) por 4 anos, os Knicks responderam no dia seguinte com o máximo que podiam oferecer: 125 Milhões por 5 épocas. 

O Presidente dos Knicks é Phil Jakcson, treinador que levou Michael Jordan a ganhar 6 campeonatos, e os Lakers de Kobe mais 5. Phil Jackson tem peso na decisão de Melo. Peso positivo. Contudo o novato Derek Fisher como treinador, pode contrabalançar a decisão. Estará Melo disposto a uma primeira época de testes? Ninguém sabe o real valor de Fisher como treinador. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Há um "Hero Complex" nos Knicks?



As expectativas eram elevadas à entrada da época 2013-14 para os New York Knicks. Um mês volvido e as expectativas estão a sair goradas. 10 derrotas e apenas 3 vitórias. "Não tem piada ir para dentro do campo!" afirmou Carmelo Anthtony.

Os Knicks venceram 53 jogos na temporada passada e só foram eliminados na segunda ronda dos Playoff. Os alicerces pareciam montados para um bom inicio de época seguinte.

Há dedos a apontar culpados em todas as direcções, sendo talvez o mais certeiro o de Amar'e Stoudemire. O poste dos Knicks que jogou apenas 9 jogos na época passada devido a lesão, tem visto o seu tempo de jogo limitado a 25 minutos ainda devido à lesão esta época, no entanto fora das 4 linhas é implacável e afirma que os Knicks têm um "hero complex".

Por "Hero" leia-se Carmelo Anthony. "Nós não fazemos a bola circular. Até descobrirmos como fazer isso vão haver muitas noites iguais a esta." foram as palavras de Amar'e após a derrota com os Portland Trail Blazers.

Aproveitando a frontalidade de Amar'e os jornalistas perguntaram ao jogador como se justifica que Iman Shumpert não marque pontos, porquê que o próprio Amar'e não consegue converter mais de 10 pontos, e o "hero" afinal acabou de marcar 34 pontos e conquistou 15 ressaltos.

"Torna-se difícil para qualquer jogador conseguir encontrar o seu ritmo (de marcação de pontos) se a bola não chega até ele." começou por responder Stoudemire. "Eu joguei a minha carreira toda em equipas onde a bola passava por todos. A bola circula. Eventualmente, assim, vais ter o ano da tua carreira. Mas se a bola não circula, então o pessoal não entra no ritmo. Eles não tocam na bola vezes suficientes, então não há hipótese de entrarem num ritmo. Neste momento ninguém se está a divertir. A bola não se mexe. Estamos a jogar um-passe-um-cesto. As equipas que circulam a bola ganham. É muito simples."

Com o base titular Raymond Felton lesionado na anca, o poste titular Tyson Chandler lesionado com o perónio fracturado, JR Smith sem conseguir acertar com um cesto e com um Carmelo Anthony incapaz de ser a solução para todos os problemas, a vida não está nada fácil no Madison Square Garden.

Carmelo Anthony confessou na pré-época que estava entusiasmado pelo facto de poder vir a ser free agent no final desta época e assim iria ter pela primeira vez na sua carreira equipas a disputarem-no e a seduzi-lo a assinar. Será esta uma das causas para o surgimento do "complexo do Herói" que Amar'e se refere?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Kobe Bryant, 48 Milhões... e mais recordes ao fundo do túnel


Kobe Bryant e os Los Angeles Lakers firmaram no papel um novo acordo e acrescentaram mais dois anos ao já longo casamento entre os dois. 48 Milhões de dólares é o valor da extensão do contracto que a equipa da Califórnia ofereceu ao extremo.

Começa a ser raro encontrar jogadores que tenham jogado a carreira inteira numa equipa. Mas Kobe é único e gosta de o ser, prova disso é o facto de que se cumprir este novo contracto até ao fim será o único jogador na história da NBA a jogar 20 anos pela mesma equipa. Actualmente John Stockton é o jogador com mais temporadas na mesma equipa: os Utah Jazz, 19 épocas.

Outro aspecto singular nesta renovação de Kobe com os Lakers é a idade. O Black Mamba vai passar a ser o jogador mais bem pago com 37 anos (actualmente tem 35).

A renovação por si só pode não causar estupefacção mas os valores implícitos podem trazer alguns pontos de interrogação sendo o maior deles o facto de Kobe Bryant estar agora a regressar de uma lesão no tendão de aquiles esquerdo, que o afastou do campo por 7 meses.

35 anos é uma idade avançada para um atleta. Não será um risco investir tanto dinheiro num jogador após este género de lesão? Contudo, Kobe não é um jogador qualquer. Os Lakers sabem-no melhor do que ninguém e a camisola de Kobe é ainda a mais vendida dos Lakers mesmo estando lesionado. Ninguém duvida que mesmo sem jogar Kobe vai ser votado pelos fãs da NBA para jogar no fim de semana All-Star.

Com este novo contracto o número 24 vai ter recebido no final da sua carreira 238 Milhões de dólares por parte dos Los Angeles Lakers. Duas décadas de Kobe, 5 campeonatos e muitas memórias. Ele é a cara da equipa. Mas mais 48 Milhões?

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Carmelo Anthony não é tratado como super-estrela?



Uns são grandes, outros são maiores! Não estou a falar de altura mas sim de estatuto e para Mike Woodson, treinador dos New York Knicks, Carmelo Anthony não tem recebido o tratamento que merece por parte dos árbitros.

Os New York Knicks estão a ter um ínicio de époa desastroso com 3 vitórias em 11 jogos disputados. São a 13ª melhor equipa do Este (3ª pior se preferirem). É verdade que perderam Tyson Chandler por lesão, ele que é uma peça fundamental no ataque e defesa dos Knicks. Mas para o treinador essa não é a razão do insucesso. Para o treinador os árbitros não estão a apitar todas as faltas que Carmelo Anthony está a sofrer. 

"Eu já ando nisto há 30 anos." desabafou Woodson. "E ás vezes já começo a pensar o que será e o que não será falta. O que é que podes fazer? Eles (árbitros) não conseguem ver tudo e eu entendo isso. Às vezes deixam passar faltas. Eu acho que ele foi empurrado. Paciência, não marcaram a falta temos é que continuar.

Mike Woodson fala especificamente do lance no final do tempo regulamentar no jogo frente aos Indiana Pacers em que Carmelo pode ter sofrido falta de Paul George. A ter sido marcada podia ter evitado a ida para prolongamento e consequente derrota para a equipa de Nova Iorque. 



"Ele é um jogador que tem um dom no que toca à parte ofensiva do jogo." disse o treinador sobre Anthony. "Ele sabe provocar o contacto dos defesas. Normalmente o atacante é quem tem vantagem nas jogadas perto do cesto. Melo provoca imenso contacto, quanto a isso não há dúvidas, mas certo é que sai muitas vezes dos lances sem ver falta ter sido marcada."

Carmelo foi este ano para a linha de lance livre uma média de 7.5 vezes por jogo. A sua média na época passada foi de 7.6, e a de carreira é de 7.8. Já antes do treinador se ter queixado, Carmelo também tinha apontado o dedo aos árbitros.

No entanto o tiro pode até sair pela culatra e Mike Woodson e/ou Carmelo Anthony podem sair prejudicados monetariamente por este tipo de comentários publicamente. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

E se o miudo que limpa o chão levasse uma técnica?


Seria muito ridiculo colocar a hipotese de um dia destes vermos um dos miúdos que limpa o chão durante as pausas dos jogos da NBA levar uma falta técnica? Aparentemente já esteve mais longe de acontecer! Joey Crawford, talvez o árbitro mais mediático da liga, volta a ser o protagonista.



Pelos vistos Crawford achou que o serviço estava mal feito!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nasce rivalidade no Oeste



Há um duelo a nascer no Farwest! Os Clippers terminaram com 9 vitórias a mais do que os Warriors na temporada passada para assegurarem o 2º lugar no Oeste. A margem entre as duas equipas até podia ter sido mais dilatada não tivessem os Warriors ganho aos Clippers por três vezes.

Este ano a rivalidade está renovada e com especial destaque entre os bases. Steph Curry teminou o jogo com 38 pontos, Chris Paul no lados dos Clippers com 42 e 15 assistências. 3 das quais em 30 segundos numa sequência alucinante de 3 roubos de bola seguidos das tais 3 assistências para Alley-oop de Blake Griffin.

"Aquelas 3 jogadas começaram na defesa." disse Blake Griffin no final do encontro. "E foi isso que nos fez acordar. Aquilo foi algo positivo e é com isso que temos que aprender. Temos que ter consciência de que conseguimos afastar-nos no marcador e colocar o jogo onde ele deve estar com a nossa defesa."

Os Los Angeles Clippers, agora treinados por Doc Rivers, venceram o duelo por 126-115 depois de terem perdido o jogo de estreia na liga frente aos, também rivais, Los Angeles Lakers. Recorde-se que este Clippers vêem de uma época recorde. No ano passado venceram 56 jogos, melhor registo de sempre da equipa.

Por falar em recordes, o recordista em triplos da época transacta (272) estava em campo e batalhou para evitar a derrota marcando 9 triplos e assistindo por 9 vezes. Outros Warriors em destaque foram David Lee que marcou 22 pontos, acabando por ser expulso por faltas a 4 minutos do final, e o gigante australianao, Andrew Bogut que marcou 17 pontos.

Ainda do lado da equipa de Oakland esperava-se um Klay Thompson de mão quente. No jogo de estreia desta época marcou mais do que nunca: 38 pontos. O seu máximo de carreira. Porém, na noite de ontem, não tinha nenhum cesto marcado até lhe serem atribuídos 2 pontos por goaltending a 5 minutos do intervalo. Terminou o jogo com 10 pontos. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Respira-se melhor nos Lakers



O ar parece estar mais rarefeito para os lados dos Lakers. A opinião parece ser partilhada por todos sendo que Pau Gasol e o treinador Mike D'Antoni são quem melhor respira.

A chegada de Dwight Howard aos Los Angeles Lakers na temporada passada teve como aspecto positivo somente isso: a chegada! A partir daí foi queda livre, para a equipa e para ele mesmo. D'Antoni sabia que a chegada de Dwight ia ofuscar e tirar protagonismo ao espanhol Gasol. "Eu sabia que estava a dar cabo do ano dele (Pau Gasol) na época passada. Não era justo para ele. Mas era a situação em que estávamos metidos. Como é que podíamos tirar o melhor proveito daquela situação? Eu estava a tentar fazer o melhor. Mas não, para o Gasol não foi justo.", disse Mike D'Antoni.

O papel de Gasol foi sacrificado, ele que tinha sido uma das figuras de proa dos Lakers na conquista do último campeonato em 2010. "Eu acho que foi tudo uma questão de politiquices." disse ainda o treinador, bastante mais frontal sobre este assunto, agora que são águas passadas, em relação à época passada. "Foi só isso. Numa situação normal nunca faríamos isso (contratar Dwight). Se ninguém tivesse nomes nas camisolas e tivéssemos só que jogar? Jogávamos com o Pau. Não há questão. Não há dúvidas."

O espanhol inicia a época 2013-14 com uma perspectiva completamente diferente da da época passada, pese embora ter regressado de uma cirurgia ao joelho. Com 33 anos, não tem nada a provar, e sabe agora, que tem o treinador do seu lado. Com Kobe de fora devido a lesão Gasol terá que assumir a liderança dos Lakers.

"Eu acredito definitivamente que consigo." afirmou o número 16 dos Lakers. "Eu sei disso. Estou a sentir-me bem. A operação correu mesmo bem. Os meus tendões estão saudáveis. O joelho reagiu bem. Trabalhei arduamente este verão para estar na forma em que estou agora. Agora só quero ir para o campo e fazer aquilo que eu sei fazer melhor."

Gasol acabou a temporada passada com o mínimo de pontos marcados por jogo da sua carreira: 13.7. E devido à lesão esteve apenas presente em 49 jogos dos possíveis 82. Também um mínimo de carreira. Os Lakers depositam grandes esperanças nele este ano. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Derrick Rose: "Quando estiver em forma vai ser assustador!"



Foram 18 longos meses que passaram para os Chicago Bulls sem que o seu melhor jogador estivesse disponível. Uma vez retornado da lesão, o filho pródigo parece ter voltado mais forte do que quando se viu forçado a parar por lesão. Os Bulls fizeram 8 jogos na pré-época... ganharam todos!

Rose apareceu em campo em grande forma e deixou os campeões em título Miami Heat em sentido. 20.7 pontos, 5 assistências e uns impressionantes 44% de percentagem de lançamento de três pontos. Supostamente, este é o regresso dele. O pico de forma virá mais à frente! Os Bulls têm uma palavra a dizer esta época.

"Aposto que surpreendi muita gente." disse o base dos Bulls. "Mas ao mesmo tempo sei muito bem o que trabalhei durante a pré-época para poder voltar ao campo. O meu trabalho duro está a dar resultados. Não estou no meu melhor ritmo, mas estou capaz de ir para o campo e dominar o jogo. Acho que quando atingir a minha grande forma vai ser mesmo assustador."

A confiança do ex-MVP parece não ter barreiras. "Eu acho que antigamente eu só corria." continuou Derrick. "Agora eu domino o jogo como um base em vez de ir só lá para a frente. Acho que estou a lançar menos vezes este ano, estou a ir mais vezes para a linha de lance livre, estou a ser mais esperto, mais eficiente. Acho que nos outros anos eu ir para lá, lançava ao cesto de vez em quando. Mas isso este ano vai mudar."


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