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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Reggie Miller - Hall of Fame



O maior nome da história dos Indiana Pacers, Reggie Miller, entrou para o Hall of Fame da NBA. Após 18 épocas ao serviço dos Pacers, 5 vezes All Star, camisola 31 retirada pela equipa, medalha de ouro ao serviço dos EUA em 1996, chega agora a vez de entrar para o Hall of Fame.

Foi com um discurso emocionado e com a irmã Cheryl Miller, Charlers Barkley e Magic Johnson a assitirem de pé no palco, que Reggie agradeceu a honra. Desde a família, treinadores e colegas ao Presidente Donnie Walsh, mostrou-se grato a todos.


Lembrem-se que Reggie nasceu com uma deficiência nas ancas o que lhe impossibilitava andar correctamente. Passou alguns anos com um aparelho nas pernas que lhe permitiu ganhar força nas pernas e assim ganhou estabilidade ao andar. Cresceu franzino, conhecido não pelo nome próprio mas como sendo o irmão da Cheryl jogadora da WNBA e o irmão do Darrell, jogador da MLB. 

Na noite do Draft de 1987 Donnie Walsh, presidente dos Pacers, decide escolher Reggie Miller como próximo jogador dos Pacers e foi apupado em plena cerimónia. Ninguém queria o Reggie. De suplente passou a titular, de titular a melhor marcador. De melhor marcador passou a atirador mais temível da liga. Quando se ouvia "It's Miller Time!" não era bom sinal para os opositores.

Quem for de Nova Iorque nunca irá gostar dele. A alcunha de "Knicks Killer" não foi ganha por acaso. Miller e o realizador Spike Lee, fã número 1 dos Knicks, estiveram zangados publicamente durante alguns anos. 

Pat Ewing, poste e figura icónica dos Knicks, confessa dar-se bem com ele (Reggie) hoje em dia. Mas que por vezes ainda tem aquela "vontade de lhe dar um soco."




sexta-feira, 16 de março de 2012

Clássico



Indiava vs Knicks é sempre um bom jogo, então se o jogo for no Madison Square Garden traz sempre à memória grandes momentos.

Não é à toa que uma das alcunhas do Reggie Miller era “Knick Killer”. Sempre que o Reggie ia a Nova Iorque o jogo ia ser durinho.

Nos Playoff de ’94 um momento iria ficar para a posterioridade com Reggie Miller a protagonista, claro está. Indiana e New York encontraram-se nas Finais de Conferência. As series estavam empatadas a 2 jogos. Próximo jogo era no Madison Square Garden.

Os Knicks de Pat Riley com Pat Ewing e John Starks em campo na liderança. No lado de Indiana Miller e Mark Jackson eram as referências. Na bancada estava o outro protagonista desta história: Spike Lee.


O jogo 5 do Playoff começou melhor para os Knicks. Miller com apenas 2pts no 1º período era a receita para a vitória dos knicks. Spike Lee empolgado com o resultado não parava de chamar pelo Reggie. À medida que o jogo ia passando Spike aumentava também o nível de bocas que mandava.


Spike dizia que os Knicks eram melhores, que até a irmã Cheryl Miller jogava melhor do que o Reggie, à certa altura o pavilhão todo dos Knicks cantava “Cheryl, Cheryl, Cheryl”.


Reggie Miller acordou para o jogo e marcou 25pts no 4º período. Acabaou o jogo com 39. Por cada cesto marcado ele dirigia-se a Spike Lee e trocavam palavras. Após um triplo e consequente desconto de tempo pedido pelos Knicks, Reggie virou-se para o Spike Lee e pôs as duas mãos no pescoço, o famoso “choke”. Spike meteu o rabinho entre as pernas e não respondeu à provocação. Não tinha como, já perdiam por 10!

Os Pacers ganharam o jogo 5! No dia seguinte a imprensa americana, a nova-iorquina vá, caiu em cima do realizador. New York Daily News escreveu: "Thanks a Lot Spike!". O New York Post escreveu na manchete: SPIKED!


Bem sei que ainda não estamos em altura de Playoff! Já não há Reggie, nem Pat Ewing. Contentemo-nos com o Jeremy Lin, Amare e Carmelo. O Spike Lee vai lá estar de certeza, a minha esperança é que se pique com o Danny Granger “The Ranger” e haja jogo até ao fim…

Esta noite Pacers @ Knicks!!

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