Há um duelo a nascer no Farwest! Os Clippers terminaram com 9 vitórias a mais do que os Warriors na temporada passada para assegurarem o 2º lugar no Oeste. A margem entre as duas equipas até podia ter sido mais dilatada não tivessem os Warriors ganho aos Clippers por três vezes.
Este ano a rivalidade está renovada e com especial destaque entre os bases. Steph Curry teminou o jogo com 38 pontos, Chris Paul no lados dos Clippers com 42 e 15 assistências. 3 das quais em 30 segundos numa sequência alucinante de 3 roubos de bola seguidos das tais 3 assistências para Alley-oop de Blake Griffin.
"Aquelas 3 jogadas começaram na defesa." disse Blake Griffin no final do encontro. "E foi isso que nos fez acordar. Aquilo foi algo positivo e é com isso que temos que aprender. Temos que ter consciência de que conseguimos afastar-nos no marcador e colocar o jogo onde ele deve estar com a nossa defesa."
Os Los Angeles Clippers, agora treinados por Doc Rivers, venceram o duelo por 126-115 depois de terem perdido o jogo de estreia na liga frente aos, também rivais, Los Angeles Lakers. Recorde-se que este Clippers vêem de uma época recorde. No ano passado venceram 56 jogos, melhor registo de sempre da equipa.
Por falar em recordes, o recordista em triplos da época transacta (272) estava em campo e batalhou para evitar a derrota marcando 9 triplos e assistindo por 9 vezes. Outros Warriors em destaque foram David Lee que marcou 22 pontos, acabando por ser expulso por faltas a 4 minutos do final, e o gigante australianao, Andrew Bogut que marcou 17 pontos.
Ainda do lado da equipa de Oakland esperava-se um Klay Thompson de mão quente. No jogo de estreia desta época marcou mais do que nunca: 38 pontos. O seu máximo de carreira. Porém, na noite de ontem, não tinha nenhum cesto marcado até lhe serem atribuídos 2 pontos por goaltending a 5 minutos do intervalo. Terminou o jogo com 10 pontos.
Está animada a festa para os lados de Nova Iorque. O extremos dos Knicks, JR Smith respondeu esta semana a umas perguntas de alguns jornalistas e como quem não quer a coisa foi lá pôr o dedo na ferida.
Quando questionado sobre se a saga de os Knicks não vencerem um campeonato acbaria este ano JR foi peremptório: "Tenho 100% certeza!"
De seguida, perguntaram-lhe o porquê de ter escolhido os New York Knicks em detrimento dos Brooklyn Nets quando voltou da China. "Porque os Nets não eram bons... e ainda não são."
Quando o tópico estagnou nos Brooklyn Nets, JR Smith tinha uma pessoa em mente e não teve rodeios. "Ele (Paul Pierce) nem sequer sabe bem o que é Nova Iorque." disse o melhor suplente da época passada. "Eu olho para ele como sendo uma pessoa amargurada por ter saído de Boston. Ele sabe lá o que ser de Nova Iorque. Ele jogou em Boston a vida toda."
Lembro que as declarações de JR Smith têm razão de ser. No mês passado, Pierce, que jogou a sua carreira toda nos Boston Celtics, acabado de assinar pelos Brooklyn Nets, veio a público afirmar que os Nets iam dominar a cidade de Nova iorque. Além de ter lembrado o seu Knick Killer Instinct!
É óbvio que estas palavras não caíram bem aos fãs e jogadores dos Knicks. "Ele sabe... ele sabe que as suas palavras vão ter consequências e que ele vai ter que pagar por elas.", JR Smtih.
A estrela dos Knicks, Carmelo Anthony, fez uma espera a Kevin Garnett à porta balneário e do autocarro dos Boston Celtics no final do jogo de ontem à noite.
Os Celtics foram ao Madison Square Garden derrotar os New York Knicks num jogo a fazer lembrar velhas edições de playoff. O encontro esteve durinho do inicio ao fim com Garnett e Anthony a picarem-se constantemente, acabando inclusive por serem admoestados com uma falta técnica cada.
A tensão não desapareceu e no final do jogo Carmelo Anthony tentou ir ao balneário da equipa visitante para tirar satisfações com KG. Não satisfeito, no final esperou pela equipa dos Boston à porta do autocarro.
A equipa de segurança do Madison Square Garden e policia local apelou à calma e a equipa dos Boston nem sequer saiu do balneário até que os ânimos tivessem sanado para os lados de Carmelo.
O treinador dos Celtics, Doc Rivers, foi instado a comentar o comportamento de Carmelo Anthony. "Eu só vos tenho a dizer: descubram por vocês o que se passou. Eu vou ficar de fora disto." disse Doc. "Se isto fosse um jogo de Playoff eu dizia-lhe umas palavras mas como não é vou-me deixar ficar sossegado."
Ainda do lado dos Celtics foi possivel ouvir o ponto de vista de Kevin Garnett. "No calor do momento os jogadores atiçam-se." confessou o Big Ticket. "Ele tenta galvanizar a equipa dele, eu tento galvanizar a minha. Ambas equipas colidem; nem preciso mencionar que é Knicks contra Celtics. É apenas o que é."
Calma! Não é deixar de passar a bola e só ver cesto à frente. O que o Shaq acha é que Carmelo e Amare devem querer mais atenção...e jogar para conseguir isso. Tal como Lebron e Wade fazem!
Para a antiga estrela (e um dos jogadores mais dominantes de sempre), Carmelo deve jogar para que quando se fale de Lebron, Wade e dele...o seu nome não seja o último a surgir (e Amare em relação ao Chris Bosh). Segundo Shaq, era isso que ele fazia quando achava que não lhe davam o valor suficiente e foi isso que o levou longe. Só assim "será possível bater Miami".
Ainda em relação aos Knicks, o Diesel diz que Carmelo e Amare têm que ser mais do que "ok", como foram na época passada. "Eu (Shaq) e o Kobe fomos "ok" em 97, 98 e 99, mas não foi suficiente. Então decidimos tornar-nos mais agressivos, mais dominantes, e isso foi OK!"
Shaq aproveitou ainda para lançar umas farpas à nova equipa "in town", os Nets. O'Neal diz que os Nets estão melhores, mas que os Knicks continuam a mandar em New York!
Quanto mais negas, mais o tornas verdade! É no fundo isto que Tyson Chandler, sem querer está a fazer, em relação à suposta rivalidade entre Knicks e Nets.
Acabadinhos de se instalar em Brooklyn, os Nets já aclamam o lugar de destaque perante os Knicks de "A Equipa de Nova Iorque". "They came, they saw, they conquer" é uma máxima que para os Nets ainda não passou da primeira virgula. Eles ainda só chegaram à Big Apple. Ainda ninguém viu nada dentro do campo.
É isso mesmo que o poste dos Knicks, Tyson Chandler defendeu ontem, quando saiu do treino da equipa Olímpica. "Eu acho absurdo. Eles só se estão a reunir agora. Acho que não faz sentido para eles falarem de seja do que for. Eles primeiro têm que assentar".
Chandler acrescenta: "O que vem daqueles lados é imaturo e sem provas dadas. É andar a falar muito sobre o nada. É igual à comparação entre a nossa actual equipa (EUA) e a Dream Team'92. É algo nunca vai acontecer. Por isso vou deixar que o jogo contra os Nets na próxima época decida o resultado desta discussão."
Quanto à suposta nova rivalidade a nascer em Nova Iorque, Chandler também não a vê com bons olhos. Ou melhor, ele diz que nem sequer a vê. "Se querem que seja sincero convosco, eles estão a querer criar algo que não existe É fácil falar na altura do Verão mas veremos como corre quando a época começar."
Os Nets e os Knicks vão-se defrontar pelo menos 4 vezes na próxima época. E as rivalidades "que não existem" têm sempre uma primeira fase: a negação!
Enquando Tyson Chandler nega que haja algum tipo de rivalidade entre Knicks e Nets, já anda tudo ansioso que o primeiro encontro aconteça.
As Finais começam já amanhã e os finalistas são os que toda gente esperava. É esta a final desejada: Heat @ OKC. A NBA parece viver agora uma passagem de testemunho sem a presença de estrelas da velha escola nas Finais. Vai haver um veteranissimo é certo, Kurt Thomas, mas não é de todo estrela. Para trás ficaram Kobe Bryant, Dirk Nowitski, Kevin Garnett, Paul Pierce, Tim Duncan.
Frente a frente estão agora Lebron e Durant! A NBA dá muitas voltas e longe vão os tempos em que haviam verdadeiras rivalidades. Wilt e Russel, Magic e Bird em que passavam a pré época a treinar cada um do seu lado. Imbuídos em provocações! Uns no seu Oeste os outros no Este, para que no começo da época estivessem mais fortes, e para que a rivalidade pudesse estar assim reforçada.
Esta pré época e consequente lock out foi diferente. As duas grandes estrelas da liga, uma do Oeste, outra do Este treinaram juntos. No ginásio, na piscina, no campo, seja ele de basket ou de futebol americano. Eles treinaram juntos!
Kevin Durant e Lebron James reforçaram laços enquanto evoluíam dentro do campo. Estranha, pelo menos para a Liga, este novo tipo de estrelas. Lebron telefonou durante a pré época para o Durant a convidá-lo para um "Hell Week" na sua terra natal de Akron, Cleveland, Ohio. O Durant que conhecemos não rejeita um desafio e lá foi ele treinar com o Lebron.
Depois da semana de treino Lebron convidou novamente Durant para um jogo de Flag-football, Durant aceitou pois claro. A equipa do King James ganhou 70-63 e ele ofereceu-se prontamente para marcar o próximo jogo para que o Durant tivesse direito a desforra.
Se o Lebron vai ser assobiado em Oklahoma? É provável que sim, mas dificilmente alguém tratou melhor a estrela de OKC do que o rival Lebron esta pré época. E o motivo dos assobios vão ser somente o facto de Lebron jogar pela equipa opositora e isso no fundo é saudável.
Em campo um levou o MVP do All Star Game para casa, o outro ganhou o MVP da época. Agora ambos vão disputar o MVP das Finais 2012.
Lebron e Durant estão a marcar uma geração. Se um a partir do ritual que consiste em atirar o pó para o ar no inicio de cada jogo criou uma imagem de marca o outro aparece nas conferências de imprensa de mochila às costas e deixa toda gente curiosa sobre o que trará lá dentro.
Duas verdadeiras máquinas! Tanto de jogar como de marketing. E agora frente a frente nas Finais da NBA! Melhor era impossivel...
Entre ‘87 e ‘91
os Bulls e os Pistons defrontaram-se 47 vezes! Cada jogo era uma batalha em
campo. Pippen e Jordan tiveram que suar muito (e sangraram) para ultrapassar os
Pistons nos Playoff rumo ao titulo do 1º campeonato!
Ano após ano
os Bulls tombavam ante os Pistons nos Playoff. Dumars, Rodman e Isiah Thomas
eram o núcleo duro dos Bad Boys de Detroit.
Lembrem-se
que uns anos mais tarde quando o Rodman estava para ser jogador dos Bulls o
único entrave que Phil Jackson pôs foi que o Rodman teria que pedir desculpa ao
Pippen, e só depois podia assinar contracto!!
Pedir desculpa porquê??
Pistons e
Bulls são uma das sérias rivalidades na NBA. Este ano talvez não se sinta grande
coisa, mas os fãs não se esquecem.
Se alguma
vez ouviram falar de “Jordan Rules” fiquem a saber que esse termo surgiu nesta
época e servia para definir o modo impetuoso com que os Pistons defendiam o Jordan.
À base da pancada…
Muita tinta
rolou em torno destes Bulls e destes Pistons. Ano após ano os Bulls regressavam
mais fortes e determinados para ultrapassar os Detroit e quando finalmente esse
jogo surgiu a América estava rendida ao talento de Jordan e companhia!
Esta noite os agora Soft Boys dos Pistons vão até
Chicago defrontar os Bulls de Derrick Rose! Na primeira fila podem ter a
certeza que vai lá estar o Pippen e a memória dele não é curta.
Everything’s
bigger in Texas! Até os duelos… Na última década os Spurs e os Mavs têm-se
cruzado algumas vezes nos Playoff, facto que tem contribuído para intensificar
a rivalidade.
Em 2001, 2003
e 2010 os Spurs derrotaram os Mavs nos Playoff. Em 2006 e 2009 os Mavs
derrotaram os Spurs!
Em 2001 os
Mavericks tinham o trio Nash, Finley e Nowitzki que tombou em 5 jogos na
segunda ronda dos Playoff perante o poderio dos Spurs! Em 2003 com as equipas
praticamente iguais, os caminhos voltaram-se a cruzar, desta feita, nas Finais
de Conferência, ou seja, na 3ªronda! Os Mavs pareciam embalados, tinham tido a
melhor época de sempre na história, mas voltaram a perder! Desta vez em 6
jogos, e os Spurs acabariam mesmo por se sagrar campeões da NBA!
A rivalidade
começava a ganhar contornos mais fortes, mas foi em 2005 quando tudo se tornou “oficial”
digamos! O treinador dos Mavs, Don Nelson abandonou o cargo deixando agora no
seu lugar Avery Johnson! Que era só o ex-base dos Spurs…
Melhor do
que ninguém Johnson conhecia o estilo de jogo dos Spurs e conhecia as
filosofias do Popovich, treinador dos Spurs! Já sem Nash e sem Finley os Mavs
encaravam os Playoff, e por Playoff entenda-se, eventual confronto com os Spurs,
com mais confiança! Afinal de contas agora tinham um “insider” do seu lado!!
Com um
sophomore a base chamado Devin Harris, com J-Terry, Stackhouse e Nowitzki pois
claro, os Mavs finalmente ultrapassaram os Spurs. Contudo foi preciso ir ao
Jogo 7! Os Mavs chegaram às Finais nesse ano mais caíram perante os Heat de Dwayne
Wade e Shaq!!
Em 2007, nem
falem em Playoff aos Mavs e principalmente ao Mark Cuban, presidente dos Mavs!
Muito menos falem dos Golden State Warriors ou Baron Davis… Vão por mim!
Em 2009 com
Jason Kidd a base os Mavs ultrapassaram os Spurs na 1ª ronda dos Playoff. Um
ano depois, o mesmo filme, mas destinos trocados. Os Spurs eliminaram os Mavs
na 1ª ronda!!
Entende-se
bem o porquê de se falar em rivalidade entre estas duas equipas, certo?
Do ano de
2011?? Desse podem falar à vontade com o Mark Cuban, com os Mavs, com quem
quiserem. Os Mavericks foram campeões da NBA pela primeira vez! Mas com um dado
curioso: Não se cruzaram com os Spurs!!!
Hoje é noite
de Mavs @ Spurs!! O Texas vai estar em alerta para ver o duelo. Os Campeões em
titulo defrontam os rivais. Parker vs Kidd, Duncan vs Nowitzki!!
Indiava vs
Knicks é sempre um bom jogo, então se o jogo for no Madison Square Garden traz
sempre à memória grandes momentos.
Não é à toa
que uma das alcunhas do Reggie Miller era “Knick Killer”. Sempre que o Reggie
ia a Nova Iorque o jogo ia ser durinho.
Nos Playoff
de ’94 um momento iria ficar para a posterioridade com Reggie Miller a
protagonista, claro está. Indiana e New York encontraram-se nas Finais de
Conferência. As series estavam empatadas a 2 jogos. Próximo jogo era no Madison
Square Garden.
Os Knicks de
Pat Riley com Pat Ewing e John Starks em campo na liderança. No lado de Indiana
Miller e Mark Jackson eram as referências. Na bancada estava o outro
protagonista desta história: Spike Lee.
O jogo 5 do
Playoff começou melhor para os Knicks. Miller com apenas 2pts no 1º período era
a receita para a vitória dos knicks. Spike Lee empolgado com o resultado não
parava de chamar pelo Reggie. À medida que o jogo ia passando Spike aumentava
também o nível de bocas que mandava.
Spike dizia
que os Knicks eram melhores, que até a irmã Cheryl Miller jogava melhor do que
o Reggie, à certa altura o pavilhão todo dos Knicks cantava “Cheryl, Cheryl,
Cheryl”.
Reggie
Miller acordou para o jogo e marcou 25pts no 4º período. Acabaou o jogo com 39. Por cada cesto marcado
ele dirigia-se a Spike Lee e trocavam palavras. Após um
triplo e consequente desconto de tempo pedido pelos Knicks, Reggie virou-se para
o Spike Lee e pôs as duas mãos no pescoço, o famoso “choke”. Spike meteu o
rabinho entre as pernas e não respondeu à provocação. Não tinha como, já perdiam por 10!
Os Pacers
ganharam o jogo 5! No dia seguinte a imprensa americana, a nova-iorquina vá,
caiu em cima do realizador. New York Daily News escreveu: "Thanks a Lot Spike!". O New York Post escreveu na manchete: SPIKED!
Bem sei que
ainda não estamos em altura de Playoff! Já não há Reggie, nem Pat Ewing.
Contentemo-nos com o Jeremy Lin, Amare e Carmelo. O Spike Lee vai lá estar de
certeza, a minha esperança é que se pique com o Danny Granger “The Ranger” e
haja jogo até ao fim…
A meio da semana passada a polémica instalou-se quando Kobe disse que não tinha rivais à altura na NBA. Tinha acabado de marcar 38pts contra os Kings quando fez esta afirmação, e o jogo que se seguia era contra os Miami de Lebron James e Dwyane Wade.
Kobe já leva 16 anos de NBA nas pernas, já toda gente conhece o seu estilo, determinação e capacidade para se motivar contra todas as adversidades. Quando parece não haver motivação ele cria-as, um pouco à semelhança do que Jordan fazia no seu tempo.
Kobe sabia que desde a mudança de Lebron para os Miami, os seus Lakers nunca haviam ganho! Estava 3-0 para os Miami.
O cenário estava montado com o jogo Heat @ Lakers a calhar ao domingo, o que nos Estados Unidos implicava transmissão na televisão de alcance nacional e não por cabo. E o Kobe adora sentir a pressão. O primeiro passo estava dado. O segundo foi dado com o embalo ganho na vitória frente aos Kings, o terceiro foi dado pelo líder dos Lakers. Atirou a acha para a fogueira dizendo que não tem rival à sua altura. Os média disseram: Thank you very much, we’ll write about it Mr. Bryant!
E assim fizeram.
A verdade é que, no que concerne à afirmação do Kobe, os únicos fundamentos que ele pode usar é o número de MVP’s ganhos nas Finais que são 2, enquanto o Wade tem apenas um, e o Lebron nenhum. E o número de Campeonatos ganhos. 5 para o Kobe, 1 para o Wade e Zero para o King without a Ring!!
Mas a verdade é que se analisarmos os números dos embates Lebron vs Kobe a afirmação do Kobe cai por terra, senão vejamos:
Lebron
Kobe
Pontos
27.2
25.1
Assistências
6.7
5.2
Ressaltos
7.1
5.4
Tapas
0.54
0.33
Roubos
1.46
1.25
Vitórias
11
6
Em 17 jogos entre Kobe e Lebron, contando com os dos Cavaliers, Kobe perde em todas as categorias! Mas isto não interessa para o Kobe! Não quer dizer nada porque no final da época o que conta são os números de anéis.
E o que interessava aqui era conseguir elevar o nível de pressão e consequentemente auto-motivar-se. E conseguiu! No duelo desta noite Kobe marcou 33pts, 3ress e 1 ass. Lebron 25pts, 13ress, 7ass.
O Lebron é capaz de ter feito mais, mas o Kobe trouxe a vitória com ele, e só isso que conta para ele e para a história.
Vejamos como vão ser os próximos capítulos desta história. Até pode não ter rival à altura, mas com estas declarações pode muito bem ter dado inicio a uma nova rivalidade.
Nos Playoff de 2002 os Lakers estavam imparáveis e já tinham deixado os Spurs e os Blazzers para trás. Os Kings por sua vez tinham derrotado os Jazz e os Mavericks. Cruzavam-se agora Kings eLakers para jogar a final de conferência do Oeste à melhor de 7 jogos!
Os Kings tinham a equipa mais forte de sempre e estarem na final de conferência era o mais longe que já haviam conseguido. Estavam a um passo das finais. Outro factor que tornava este embate frente aos Lakers ainda maior era: Vlade Divac. Divac foi trocado para os Hornets em ’96 por um rookie, um tal de Kobe Bryant! Vlade nunca escondeu o quanto lhe havia custado ser “rejeitado” pela equipa de LA.
E em 2002, 6 anos volvidos, os destinos de Vlade e Lakers voltavam-se a cruzar.
Os Lakers tinham a dupla mais temível dos últimos anos: Shaq e Kobe. Tinham ainda um outro jogador que quando chega a fase dos Playoff ficava gigantesco: Robert Horry!!
Os primeiros dois jogos ficaram dividos com uma vitória para cada lado. O jogo 3 foi na casa dos Lakers, mas o jogo correu de feição para os Kings. Estiveram a ganhar por 27pts e nunca se viram a perder durante o encontro todo. Webber e Bibby juntos marcaram 50pts.
Jogo 4, os Kings mantiveram a toada e marcaram 40 pts no 1º período. No 2º período o jogo chegou a estar por 24, mas chegou ao intervalo por 14, menos mal. Os Lakers começaram a ver a vida a andar para trás, e se deixassem os kings ganhar, ficava 3-1. Ou seja, os kings ficavam a apenas uma vitória de eliminarem os Lakers e irem às Finais.
A segunda parte foi dos Lakers. Kobe e Shaq levaram a equipa às costas e na última posse de bola o jogo estava por 2 pontos. Os Lakers perdiam, faltavam 10 segundos, Kobe falhou o primeiro lançamento, Shaq ganhou o ressalto e falhou o lançamento, a bola sobrou para quem? Robert Horry de 3!! E os Lakers ganharam… Estava tudo empatado outra vez em jogos. 2-2.
No jogo 5 viveu-se outro jogo de emoções. Os Kings tinham claramente o orgulho ferido, tinham deixado fugir uma vantagem de 24 pontos no último jogo. E agora jogavam em casa, não podiam defraudar os fãs. A 10 segundos do fim Sacramento perdia por um. Jogada de reposição de bola, Bibby recebe, atira de 2, marca e sentencia o jogo.
Era a vitória mais importante da história dos Kings, estavam a um jogo de irem às finais da NBA.
Jogo 6, e estávamos de volta a Los Angeles! 3-2 para os Kings. O’neal marcou 41pts e apanhou 17 ress. Num jogo ficaria marcado na história negra da NBA, com suspeitas de corrupção. Os Lakers tiveram direito a 30lances livres, 27 no quarto período? Os postes de Sacramento, Divac, Webber, Funderburke e Pollard, juntos fizeram 20 faltas. Kobe cotovelou Bibbye nada foi marado. No final do jogo, um colunista do Washington Post escreveu: “Eu apontei no meu caderno 6 faltas que eram claramente incorrectas, todas contra Sacramento, todas no 4º período, onde os Lakers marcaram apenas 5 cestos e sofreram 21 faltas que os seguraram na corrida para o campeonato”!
Em 2008, quando o árbitro Tim Donaghy foi preso por corrupção, e confessou que este foi um dos jogos em causa!!!
(Desculpem lá ter estragado um bocado a festa!)
Adiante, jogo 7!! Jogo equilibradíssimo com 16 empates e 19 mudanças de liderança ao longo do encontro. Bibby foi a lances livres no último lance do jogo com os Kings a perder por 2, converteu ambos. Prolongamento!
Bibby acabou o jogo com 29 pts, Webber com 20pts, 11 ress e 8 ass mas não foram suficientes. Os Lakers foram superiores e superaram a equipa de Sacramento e avançaram para as Finais.
Desde 2002 os jogos entre Lakers e Kings costumam ser quentinhos! E é mais do que conhecida a frase do Shaq “We’re not worried with the Sacramento Queens!!”
Vejam esta noite o jogo. Derek Fisher e Kobe ainda jogam nos Lakers e têm bem presentes a história, embora os adversários sejam outros, a equipa é a mesma.