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sábado, 24 de agosto de 2013

Morreu Dean "The Dream"


Morreu Dean "The Dream". O ex-jogador da NBA foi encontrado morto no seu quarto do Casablanca Hotel em Nova Iorque. Dean fez parte da equipa dos New York Knicks que venceu o campeonato em 1973.

O ex-jogador tinha 65 anos de idade. A polícia encontrou-o inanimado no chão do quarto sem qualquer registo de trauma. Recorde-se que Dean Meminger tinha um historial ligado às drogas, nomeadamente à cocaína.

Numa equipa repleta de talento, os Knicks de '73 contavam com Walt Frazier, Eral "The Pearl" Monroe,  Dick Barnett na posição de base. Dean era o quarto base desta equipa se quiserem. Foi um dos muitos talentos que saiu das ruas do Harlem directamente para a NBA.

"Chamavam-lhe Dean "The Dream" e ele era isso e ainda muito mais." Foram as palavras do treinador da Universidade de St. John, Lou Carnesecca após ter sido derrotado pela Universidade de Marquette onde jogava Dean, na final do Torneio Nacional de 1970, que decorreu no Madison Square Garden.

"The Dream" ingressou na NBA em 1981 para representar os seus New York Knicks. No Jogo 7 das Finais de Conferência do Este de 1973, Dean teve o seu maior momento de glória. Substituiu Earl Monroe, e ficou incumbido de defender o base dos Boston Celtics Jo Jo White. Fê-lo meritóriamente e acrescentou à sua exibição 13 pontos.

"O Dean entrou e secou o Jo Jo, e nós basicamente ganhamos o jogo." Disse Phil Jackson, o ex-companheiro de equipa de Dean na época de '73 e ex-treinador dos Bulls de Jordan e dos Lakers de Kobe "Foi uma exibição sem falhas que ficou para a história."



Quando os Knicks receberam as honras de campeão numa cerimónia que teve lugar no Madison Square Garden a 5 de Abril, Dean era o mais alegre. "Não havia ninguém que estivesse mais orgulhoso do que o Dean." Confessou Glen Grunwald, General Manager dos Knicks.

Após 3 épocas inicias nos Knicks, Dean rumou a Atlanta e defendeu os Hawks por duas duas épocas, retornando novamente aos Knicks na época 1976-77.

Dean combateu o seu vicio da droga durante a vida toda, incisivamente após ter deixado de jogar. Ele próprio o admitiu.

Com média de 6.1 pontos por jogo, Dean foi o primeiro "The Dream" da liga e os Knicks nunca o esqucerão.


sábado, 13 de outubro de 2012

Smush Parker dá cabo de Kobe Bryant



No inicio da semana o Kobe foi instado a comentar a época de 2006. A tal época em que acabou com média de 35.4 pontos por jogo e que para história vai ficar como a época em que marcou 81 pontos num só jogo.

Sem que ninguém percebesse bem o motivo, Kobe Bryant meteu o nome de Smush Parker e de Kwame Brown ao barulho, na sua resposta. "Eu quase ganhei o MVP nessa época com o Smush Parker e o Kwame Brown na minha equipa." disse o Black Mamba. "Eu tinha que lançar 45 vezes por jogo. O que é que vocês queriam que eu fizesse? Passasse a bola ao Kwame ou ao Chris Mihm?"

Os comentários da estrela dos Lakers foram completamente despropositados e desnecessários, mas continuou. "O Smush então, é o pior base. Ele nem devia ter entrado na NBA, mas nós (Lakers) não tínhamos dinheiro para um melhor e por isso deixamos que andasse por lá."

As declarações daquele que é a figura principal dos LA Lakers caíram mal no seio da liga. De elegantes não tiveram nada. Não têm razão de existir e não se compreende o porquê de se citar nomes e trazê-los para a praça pública.

Smush Parker, jogou na China nas últimas duas épocas, teve esta semana o direito ao contraditório e respondeu na mesma moeda. Ou se calhar, até puxou duma moeda maior.

"Os meus dois anos nos Lakers foram uma benção", disse Smush. "E ao Kobe não lhe podem tirar, de todo, o legado que ele tem. A sua ética de trabalho é tremenda. Ele sabe jogar basket. Isso ninguém lhe tira. Só não gosto do tipo de pessoa que ele é."

Smush Parker continua, "Eu não gosto da maneira como ele trata as pessoas. Esse lado do Kobe Bryant eu não gosto. O basket é um desporto de equipa, não é um desporto individual. Não é ténis, nem golfe. Quando és a estrela da equipa tens também que assegurar que os teus companheiros estão confortáveis. Tens que fazer com que sejam bem recebidos e se sintam bem, e ele não faz isso."



Embora o Kobe diga que o Smush não merecia estar na NBA, ele diz o contrário e afirma que para chegar aos Lakers teve que passar pelos mesmos campos de treinos a que todos os jogadores são sujeitos. E se foi titular nos Lakers também teve que provar nos treinos que era melhor que os seus opositores directos.

"Uma vez tentei falar com ele." contou Smush. "Eramos colegas de trabalho, por isso tentei falar com ele. De futebol, acho. Ele disse-me que não podia falar com ele. Disse-me que eu precisava de ser alguém primeiro no mundo do basket para depois poder ir falar com ele. E ele disse isto sério."

O ex-base dos Lakers diz que qualquer um que tenha passado pelos Lakers pode confirmar estas histórias. "Nas viagens para os jogos as únicas pessoas com quem ele falava eram os seus seguranças privados. No avião ele sentava-se sozinho lá atrás e o resto da equipa na frente." afirma Smush Parker.

"Uma vez no final de um jogo em Phoenix o Phil Jackson deu um cartão ao Lamar Odom para que a equipa fosse toda jantar fora. Estava tudo pago. Fomos todos, sentamos-nos todos na mesma mesa, menos o Kobe que quis comer numa mesa à parte, num canto."

Ainda segundo Parker, no seio da equipa, os jogadores chamavam-se os Los Angeles Bryants. "Porque se o Kobe sorria, os Lakers estavam bem. Se o Kobe estava sério, então passava-se alguma coisa com os Lakers."

"Podem perguntar a quem quiserem." É assim que o ex-base termina.

domingo, 22 de abril de 2012

9 Dedos e meio de puro talento! Green.



Pode-se falar em New Jersey Nets pós Gerald Green? Pode-se, mas prefiro falar na liga antes e depois do Gerald Green. Foi um dos nomes do ano! Chegou, afundou e venceu...mas não só. Há muita história por detrás dos highlights.

Green foi um dos últimos jogadores a saltar directamente do High School para a NBA antes da regra ter mudado e obrigar os jogadores a fazerem pelos menos um ano de universidade e/ou atingirem os 19 anos de idade.

Green foi incluido pelos analistas na chamada "Era Dourada" dos talentos que vai desde '95 até '05! Juntamente com ele estavam nomes como Vince Carter, Kobe Bryant, Tracy McGrady, Lebron James, Kevin Garnett. Quando o próprio Kobe o viu jogar disse "Este miudo tem talento a mais!"

Entrou na NBA em 2005, foi a 18ª escolha do Draft e caiu nos Boston Celtics. "Ele já devia ter sido All Star se me tivesse dado ouvidos há uns aninhos atrás." disse há pouco o tempo o seu ex-treinador, Doc Rivers.

Green não teve muito tempo de jogo no ano de estreia na liga pelos Celtics. O próprio admite que podia e devia ter dado mais. "Eu confesso, naquela altura eu não era um estudioso do jogo. Só queria jogar e nesta liga temos que aprender mais sobre o jogo. São todos mais rápidos e mais inteligentes."

O atleticismo de Green é uma marca indelével do seu estilo de jogo e em 2007 isso ficou bem patente quando ganhou o concurso de afundanços na NBA. Lembram-se de um doido que apagou uma vela num Cupcake pousado no aro não se lembram??

No final da época os Celtics tiveram que se fazer à vida, porque ficar de fora dos Playoff não é para eles. Juntaram o diamante por lapidar ao Al Jefferson e ao Sebastian Telfair e trocaram os três pelo Garnett. Começava a era dos Big Three em Boston. Perdia-se Gerald Green, ainda mais, na liga.



Entre 2008 e 2009 Green passou por três equipas: Minnesota, Houston e Dallas. E dois anos foram o bastante para que o rótulo de jogador talentoso que afinal não passa só disso lhe ficasse colado. "Quando vemos o Gerald, é aquele género de miudo que pensamos, Woow, Este miudo é mesmo talentoso. Ele lança. Ele afunda. Ele salta." disse o Master Zen, Phill Jackson, "...mas o problema é que ele não sabe qual é o papel dele. Ele não se consegue encaixar. Ele não sabe qual é o trabalho que lhe é exigido no seio da equipa."

E a partir daqui pensou-se e esperava-se que seria o verdadeiro downhill da carreira dele. Em Dezembro de 2009 assinou contrato com os Russos do Lokomotiv-Kuban. E assim o grande talento foi parar ao regime duro da Russia, a julgar pelas palavras dele "Siberia was just a pain in the ass!".

Em Outubro de 2011 não havia NBA nem para ele nem para ninguém e então a saga estrangeira teve um segundo capitulo. China aqui vamos nós. Assinou contracto com os Foshan Dralions (JURO QUE É MESMO ASSIM O NOME DA EQUIPA) e em Dezembro de 2011 foi dispensado. Isso mesmo, na China durou 2 mesitos, mais coisa menos coisa.

E na NBA já ninguém se lembrava dele mas 3 dias após o começo da época, dia 28 de Dezembro, Green assina pelos Los Angeles D-Fenders da D-League.

Com média de 19.1 pts e 46% de percentagem de triplo, Green começava a apresentar alguns argumentos como um jogador sólido. Em Fevereiro, imbuído pelo efeito Linsanity, quem sabe, Green começou a dar nas vistas. Dia 19, contra os Austin Toros marcou 30pts, 7ress, 4ass (6triplos). No fim de semana seguinte, era fim de semana de All Star e Green foi a estrela das estrelas com 28pts. Ganhou o MVP.

Os Nets com MarShon Brooks lesionado não hesitaram e ofereceram um contracto de 10 dias ao já esquecido Gerald Green. Numa entrevista, visivelmente emocionado Green disse enquanto apontava para o logo da NBA nas meias que tinha calçadas "Eu nunca pensei que iria voltar à NBA. Eu sabia que não ia parar de tentar. Pensei que tinha desperdiçado a minha hipotese. Eu tive direito a uma segunda oportunidade. Eu não tenho palavras para descrever o quão bom é poder voltar a usar estas meias."



Green tem actualmente média de 13.2 pts, 1.1ass e 3.3ress. É já uma das caras dos Nets depois dos afundanços que tem feito. Principalmente contra os Celtics e Rockets. As duas equipas que mais lhe marcaram. Os Celtics pelo que já acima referi e os Rockets pela média de 4 minutos em campo que lhe proporcionaram quando ele lá jogou. Correu mal!! Primeiro jogo contra os Rockets e ao serviço dos Nets, Green marcou 26pts e fez possivelmente o afundanço do ano!!


Curiosidade:



Quando era miudo o Gerald Green perdeu parte dum dedo da mão direita (reparem na foto acima) o que lhe impede de agarrar a bola. No verão seguinte Green fechou-se no ginásio a tentar melhorar a capacidade de salto. "O dedo não podia servir de desculpa." dizia ele. Por isso se alguma vez se perguntaram porque que ele salta mais do que os outros todos há duas hipoteses de resposta: A - Aquele verão deu mesmo resultado. B - Fica mais leve sem o dedo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Clássico


Entre ‘87 e ‘91 os Bulls e os Pistons defrontaram-se 47 vezes! Cada jogo era uma batalha em campo. Pippen e Jordan tiveram que suar muito (e sangraram) para ultrapassar os Pistons nos Playoff rumo ao titulo do 1º campeonato!

Ano após ano os Bulls tombavam ante os Pistons nos Playoff. Dumars, Rodman e Isiah Thomas eram o núcleo duro dos Bad Boys de Detroit.

Lembrem-se que uns anos mais tarde quando o Rodman estava para ser jogador dos Bulls o único entrave que Phil Jackson pôs foi que o Rodman teria que pedir desculpa ao Pippen, e só depois podia assinar contracto!!  Pedir desculpa porquê??



Pistons e Bulls são uma das sérias rivalidades na NBA. Este ano talvez não se sinta grande coisa, mas os fãs não se esquecem.
Se alguma vez ouviram falar de “Jordan Rules” fiquem a saber que esse termo surgiu nesta época e servia para definir o modo impetuoso com que os Pistons defendiam o Jordan. À base da pancada…

Muita tinta rolou em torno destes Bulls e destes Pistons. Ano após ano os Bulls regressavam mais fortes e determinados para ultrapassar os Detroit e quando finalmente esse jogo surgiu a América estava rendida ao talento de Jordan e companhia!

Esta noite os agora Soft Boys dos Pistons vão até Chicago defrontar os Bulls de Derrick Rose! Na primeira fila podem ter a certeza que vai lá estar o Pippen e a memória dele não é curta.
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